Apocalipse vende bem, vende muito bem.

(Foto by DRB62)

Acho que – como sempre – estou chegando tarde á festa e vou tentar comentar sobre os salgadinhos fritos frios. Em está passagem a festa é a economia e os salgadinhos são o corpo frígido e duro de alguns jornais que, alguma vez, estiveram no topo do ciclo de noticias.

Estou cansado de caminhar pelos vastos campos (abarrotados de DDT) que formam a internet e encontrar blogs de “especialistas” e sites de opinião anunciando o fim da mídia impressa. Todos prometem um futuro com centros de noticias atualizadas 24 h entupidos de jornalistas postando no twitter enquanto escrevem blogs e ligam suas webcams para fazer um Live Stream. Um futuro com o qual eu – menino com ADD – estaria feliz!

Contudo, isso não me permite escrever obituários apressados sobre uma mídia (a impressa) que, apesar de diminuir anualmente em tiragem, tem seus consumidores fixos. Quantos de vocês não compram uma revista ou jornal mesmo sabendo que o conteúdo pode ser lido, na maioria das vezes, na integra na internet? Eu faço isso todos os meses com a revista Bravo!  E não pararei de fazê-lo, pois o cheiro de papel é fundamental nas minhas leituras.

O correto, my friends, não é anunciar o fim dos jornais, mas, sim, falar – como bem disse Russel -  em declínio. O mesmo declínio que afeta a indústria fonográfica e que faz com que os canais de TV procurem novas maneiras de lucrar com seus seriados. Declínio que, sem duvidas, mudara por completo a forma em que os newspapers se sustentaram financeiramente.

Não gosto de fazer futurologia, mas acredito que estou certo ao prever que as vendas de jornais irão cair nos próximos anos, da mesma maneira em que a venda de discos de vinil caiu (entenda-se: Muito). Mas a mídia impressa como meio de comunicação vai sobreviver. Jornais dominicais de igrejas, informativos de bairros e inclusive alguns poucos jornais de maior distribuição continuaram a existir e a utilizar o papel como meio de distribuição.

Assim, este post não visa trazer nenhuma tese mirabolante sobre como “salvar” os jornais, até por que acho que muitos deles têm mais do que sumir, mas sim, tentar elevar a nossa discussão do plano superficial “nostradamico” para um debate sério sobre como a diminuição na indústria jornalística ira afetar o jornalismo em sim – como bem o faz Marta Barcelos em este artigo aqui.

Vemos-nos no próximo post (que, como este, tampouco terá inicio, meio e fim.)

Notes

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