Last good kiss.

(photo by: kah_devil)

Eu me considero uma pessoa empolgada. Daquelas que de primeira acha tudo legal – na verdade a palavra que uso para descrever tudo, e quem me conhece já me ouviu dizendo-a uma quantia infinita de vezes, é Genial! (com G maiúsculo e ponto de exclamação no final). Não considero isso um defeito, pois me permite apreciar todo tipo de produções; desde o mais rebuscado dos poemas até o mais fútil dos programas de televisão.

Contudo, depois de um tempo, a minha memória se encarrega de “limpar” todas aquelas sinapses que carregam informações que não valem mais a pena ser chamas de geniais. O que quero disser é que apenas aquilo que é realmente bom – dentro de decisões puramente arbitraria e pessoais – fica gravado no meu cérebro.

Tudo isso para falar de uma frase que tenho gravada na testa à muito tempo e que hoje decidiu voltar para me lembrar de verdades que não estou com muita vontade de enfrentar. Eis aqui a frase do poeta Richard Hugo em seu poema Degrees of Gray in Philipsburg:

Original:

“Say your life broke down, The last good kiss
you had was years ago.”

Tradução livre e, conseqüentemente, inapropriada:

“Diga que sua vida está em ruínas, O último beijo bom
que você teve foi há anos atrás.”

Pensar no meu ultimo beijo bom. Ai, ai.

Para que não sabe, estou escrevendo um livro. É um romance para Jovens/Adultos, e um dos temas que tento abordar e a dicotomia da “moralidade” com a “libertinagem”. Todos têm dentro de si um “eu responsável” e um “eu passional”, acredito que encontrar o centro entre os dois é fundamental para viver uma vida sem arrependimentos e sem magoas.

Mas, me conte. Quando foi seu ultimo beijo bom? E como vocês lidam com a briga da responsabilidade com a “passionalidade”?

Comment till your fingers bleed.

Boas leituras: