“The depressed person confessed to her therapist that when she reached out long-distance to a member of her Support System she almost always imagined that she could detect, in the friend’s increasingly long silences and/or repetitions of encouraging cliches, the boredom and abstract guilt people always feel when someone is clinging to them and being a joyless burden.”
The depressed person, D.F.W
“Saying ‘I notice you’re a nerd’ is like saying, ‘Hey, I notice that you’d rather be intelligent than be stupid, that you’d rather be thoughtful than be vapid, that you believe that there are things that matter more than the arrest record of Lindsay Lohan.”

Last good kiss.

(photo by: kah_devil)

Eu me considero uma pessoa empolgada. Daquelas que de primeira acha tudo legal – na verdade a palavra que uso para descrever tudo, e quem me conhece já me ouviu dizendo-a uma quantia infinita de vezes, é Genial! (com G maiúsculo e ponto de exclamação no final). Não considero isso um defeito, pois me permite apreciar todo tipo de produções; desde o mais rebuscado dos poemas até o mais fútil dos programas de televisão.

Contudo, depois de um tempo, a minha memória se encarrega de “limpar” todas aquelas sinapses que carregam informações que não valem mais a pena ser chamas de geniais. O que quero disser é que apenas aquilo que é realmente bom – dentro de decisões puramente arbitraria e pessoais – fica gravado no meu cérebro.

Tudo isso para falar de uma frase que tenho gravada na testa à muito tempo e que hoje decidiu voltar para me lembrar de verdades que não estou com muita vontade de enfrentar. Eis aqui a frase do poeta Richard Hugo em seu poema Degrees of Gray in Philipsburg:

Original:

“Say your life broke down, The last good kiss
you had was years ago.”

Tradução livre e, conseqüentemente, inapropriada:

“Diga que sua vida está em ruínas, O último beijo bom
que você teve foi há anos atrás.”

Pensar no meu ultimo beijo bom. Ai, ai.

Para que não sabe, estou escrevendo um livro. É um romance para Jovens/Adultos, e um dos temas que tento abordar e a dicotomia da “moralidade” com a “libertinagem”. Todos têm dentro de si um “eu responsável” e um “eu passional”, acredito que encontrar o centro entre os dois é fundamental para viver uma vida sem arrependimentos e sem magoas.

Mas, me conte. Quando foi seu ultimo beijo bom? E como vocês lidam com a briga da responsabilidade com a “passionalidade”?

Comment till your fingers bleed.

Boas leituras:

“Assim que se olharam, amaram-se; assim que se amaram, suspiraram; assim que suspiraram, perguntaram-se um ao outro o motivo; assim que descobriram o motivo, procuraram o remédio.”